terça-feira, 12 de maio de 2009

2° Ato - Estigma

Algo não está certo.

Brincando com minhas memórias,

Calo-me.

Deixo-me acomodar.

Enquieto-me.

Fazendo alguma prosa com uma caneta,

Ganho tempo,

Habilmente tento aproveitar tal tempo como refúgio.

Intrigo-me.

Jurando por Deus ou outras ilusões não lembrar, mas...

Lembro-me! E isso me fere.

Minto para os outros,

Nego a saudade,

Oculto o sentimento,

Perco o controle,

Quero e não quero,

Rio da vontade, ignoro as mentiras.

Sorrio, brinco, pulo, penso e choro.

Teimo, grito, como, sonho e enquieto-me novamente.

Ultrajante este modo de agir, e então acordo.

Valorizo-me finalmente.

Xícaras e xícaras de café me lembram e me fazem esquecer, enquanto eu

Zelo pela minha vida a superar esta estigma.

  Tiago Brugnera

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